Semana passada foi foi o Season Premiere da terceira temporada de Heroes, com um episódio duplo.

Depois de uma primeira temporada primorosa, praticamente perfeita (só desandou um pouco no final), veio a segunda temporada e patinou MUITO, e ainda teve a greve de roteiristas para encurtar a temporada.

Então veio o anúncio da terceira temporada, e logo depois o anúncio de um dos roteiristas contratados. Ninguem menos que…


Jeph Loeb

Para tudo.

JEPH LOEB???

Quem não lê gibis Marvel provavelmente não conhece ele, mas quem lê ou leu, sabe quem ele é e as peripécias que ele pode fazer e faz com as histórias dos gibis.

Ele foi um dos motivos que eu parei de comprar gibis Marvel nas bancas.

Pensando bem, talvez eu deva agradecer ele por isso.

Obrigado Jeph, você fez eu economizar uns 50 reais por mês.

Mas voltemos a falar mal do Jeph Loeb. TODA história que ele coloca a mão, ele praticamente a destrói. As histórias dele são cheias de clichês, passagens sem sentido, brigas bestas e reviravoltas que você olha e solta um grande WTF??. Infelizmente esse WTF não é igual aos de Lost, que são perfeitos, mas os do Jeph Loeb são uns WTF de incredulidade. Você olha e diz: porquê! porquê! Olha o que ele fez com o personagem!

Coincidentemente esse pode ser um resumo do começo da terceira temporada. Voltando ao Jeph.

Além disso o Jeph Loeb praticamente destruiu o grupo Ultimates, que foi uma das melhores coisas que saiu do universo Ultimate da Marvel. Não leiam Ultimates v3, vocês me agradecerão depois.

Deixemos o Jeph Loeb para traz, e vamos falar do Season Premiere da terceira temporada de Heroes.

Já digo que comecei a assistir ao episódio com 2 pedras na mão e mais um balde de pedras do meu lado, para tacar sempre que fosse preciso. Então o episódio teria que me surpreender MESMO para eu mudar a opinião pre-concebida que eu tinha.

Sem spoilers pesados, pode ler sussegado se você não assistiu ainda.

Começou o episódio, e a cada coisa bizarra que acontecia eu soltava um “Não, eles não vão fazer isso”, somente para os personagens fazerem exatamente aquilo. Em certos momentos eu fiquei com vergonha pelos atores, por terem que fazer determinadas cenas.

Spoilers nos próximos parágrafos. Se ainda não assistiu, não leia!

Abaixo um apanhado do que houve nos 3 primeiros episódios:

– Algo pode destruir o mundo! E veio do futuro a causa!
– Hiro ganha sua nêmesis, e junto com Ando tem-se o novo alívio cômico da série.
– Suresh faz uma descoberta fenomenal com a ajuda de Maia, e ao invés de curar o poder dela descobre como dar poder as pessoas. Depois de um dramazinho fulero entre jogar fora ou guardar uma seringa com o soro de dar poderes para as pessoas, ele resolve usar em si mesmo a seringa e servir de cobaia. Tcha-rã! Agora nós temos um super-Suresh. Já não bastava ele enchendo o saco na temporada passada, agora nós temos um super Suresh para torrar a paciência e encher-nos de clichês. A cena dele no porto, se perguntando se deveria jogar fora a seringa ou guardar, foi algo muito ridículo. E depois ele pegando a Maya então. Ha! Piada!
– Irmãos Petrelli. :vômito: Linderman como uma imaginação (será mesmo?) do Nathan. Nathan ressucitando.
– No final tem algo ainda mais estúpido. Sylar preso, chega mamãe Petrelli, começa a fazer cafuné no Sylar e falar besteiras, e solta a pérola que termina o episódio.
No ato lembrei de Thumb Wars e do Darth Vader falando pro Luke: “I’m your mother!!!”

ps: Caso você não tenha assistido Thumb Wars ainda, perca 22 min do seu tempo para assistir. Garanto que você não vai se arrepender! Muito engraçado mesmo! Nesse link está a versão com legendas em português.

Na minha opinião, os 3 primeiros episódios foram mais ou menos, digamos que mais para menos do que para mais. Agora é esperar os próximos para ver como a série vai ficar nessa temporada.